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Nesta quarta-feira, 7 de março/18, a direção do Sindifort e as demais entidades sindicais dos servidores municipais reuniram-se novamente com o secretário da Sepog, Philipe Nottingham, para tratar dos demais pontos da campanha salarial 2018, já que dia 28/2 a Prefeitura apresentou a proposta de reajuste salarial.

De maneira geral não houve avanços significativos na proposta da Prefeitura, exceto a promessa de pagar na folha de abril, que os servidores recebem no início de maio, a retroatividade dos meses de janeiro e fevereiro do reajuste salarial de 2,95% em uma única parcela, pois anteriormente a PMF propôs pagar o retroativo em maio e junho. Mesmo assim, o secretário ainda condicionou este pagamento a uma rápida tramitação do projeto de reajuste na Câmara Municipal.

O titular da Sepog apresentou algumas propostas que representam pequenos avanços com relação a política de formação e saúde do servidor, atendimento no IPM Saúde, programa habitacional, aposentadorias etc. Mas a Prefeitura não avançou nos pontos que poderiam atenuar o baixo reajuste salarial.

Representando o Sindifort, o vice-presidente, Eriston Ferreira, e o diretor de Mobilização, Anderson Ribeiro, insistiram que a Prefeitura avançasse em questões de maior relevância tais como:

  1. Rever reajuste de 2,95% pois o mesmo mantém perda de 6,29% relativa aos 2 últimos anos;
  2. Imediato destravamento das matrizes salariais dos PCCS;
  3. Cumprimento dos anuênios;
  4. Fim do bloqueio para gozo da licença prêmio;
  5. Aumento do valor do auxílio-refeição;

Não houve acordo por parte da Prefeitura em aceitar os quatro primeiros pontos.
Já com relação ao aumento do valor do auxílio-refeição, esta discussão será feita no Cogefor e uma posição sobre isso será presentada em nova reunião na 2ª quinzena de março.
O Sindifort também cobrou o cumprimento do Piso Salarial dos educadores. O secretário Philipe Nottigham disse que isso está sendo discutido com o prefeito e deve apresentar posição em 15 dias.

Em sua fala, o vice-presidente do Sindifort, Eriston Ferreira, deixou claro que o prefeito Roberto Cláudio (PDT) não acata a proposta de reajuste salarial de 9,42% por opção política. Não há impedimento legal e nem financeiro para isso. Também não é por razões legais que o prefeito continua bloqueando direitos dos servidores, como a licença prêmio e os anuênios. Para Eriston, “O que o prefeito está fazendo é jogar mais uma vez nas costas do servidor municipal o peso da crise fazendo economia às custas de um salário de fome. A direção do Sindifort não defende a proposta apresentada. A Prefeitura manteve o reajuste de 2,95% e não aceitou rever outros pontos fundamentais.”
Por isso a sua participação na assembleia geral do dia 8 de março, às 8h30 na sede do Sindifort, é fundamental. Na assembleia será dado informe detalhado sobre os pontos discutidos com a Prefeitura e os servidores tomarão posição sobre a questão do reajuste salarial e demais pontos de pauta. Não basta sei indignar, é preciso lutar!