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Ativistas do movimento sindical e de movimentos sociais protestaram nesta  quinta-feira, 05/09/19,  durante palestra do ministro da Economia, Paulo Guedes, em Fortaleza.
A palestra foi fechada e dirigida empresários e o protesto aconteceu em frente ao Espaço Coco Bambu por Toca, na Av. Senador Virgílio Távora, 511 – Meireles. Participam do ato o Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza (Sindifort), a Intersindical – Central da Classe Trabalhadora, o Movimento Círculos Populares e o grupo Crítica Radical. O ato foi um protesto contra o atual governo de extrema direita de Jair Bolsonaro e sua política econômica, que beneficia empresários e banqueiros em detrimento dos trabalhadores e pobres. Uma evidência disso é que o governo pretende “economizar” R$ 870 bilhões em dez anos com a reforma previdenciária mas só em 2020 dispensará R$ 331,18 bilhões em renúncias tributárias que beneficiam empresários, latifundiários e especuladores. As reformas em curso (previdenciária, trabalhista) prejudicam a maioria da população retirando direitos, reduzindo ganhos e aumentando o ônus com tributos, o que deve piorar com a reforma tributária. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 06, aprovada na CCJ do Senado, estabelece na prática o fim da aposentadoria para a grande maioria dos brasileiros(as) e retira da Constituição Federal as regras que garantem o acesso ao direito. É proposta do ministro Paulo Guedes entregar, via capitalização, a Previdência Social ao capital financeiro. Sob a alegação de um suposto rombo nas contas e com um discurso falso de combate a privilégios, o presidente Bolsonaro propõe a destruição da principal política pública de distribuição de renda e de assistência social do País, que funciona também como um dos motores principais da atividade econômica no Brasil. Já os cortes no Orçamento 2020 propostos pelo governo federal, chegam a 58% nos recursos previstos para órgãos e ministérios, na comparação com a proposta feita em 2018 para este ano. Isto na prática poderá inviabilizar serviços essenciais à população. Os manifestantes também lembram que o ministro Paulo Guedes, como outros integrantes do atual governo, é investigado pelo TCU e MPF por suspeitas de fraude bilionária com fundos de pensão. Para Eriston Ferreira, vice-presidente do Sindifort, “Hoje o governo Bolsonaro sacrifica a população e o meio ambiente para poder pagar juros e amortizações de uma dívida pública que é impagável e há muito já devia ter sido auditada. É um governo autoritário que se coloca a serviço dos ricos e contra os pobres. Não vamos nos calar diante do ataque aos diretos e aos movimentos sociais e nem com a destruição da Amazônia”.

Veja AQUI  fotos do protesto e AQUI repercussão na imprensa