1º de Maio: Trabalhador, não basta se indignar, é preciso lutar!

Neste 1º de maio, Dia do Trabalhador, os servidores municipais e demais trabalhadores não têm nada a comemorar e sobram  razões para lutar.
 
O governo corrupto de Michel Temer e seus aliados no Congresso continuam retirando direitos históricos dos servidores e da população. Seja através das reformas (trabalhista, previdenciária e terceirização), seja via medidas e projetos. Eles querem liquidar o que resta do serviço público e massacrar a população para o benefício de grandes empresários, banqueiros, especuladores e políticos. No Ceará e em  Fortaleza, a política é a mesma.
 
Estamos vivendo um crescente clima de violação de direitos e de violência, em que as maiores vítimas são as pessoas pobres, mulheres, negros, índios, LGBTs, lideranças sociais e trabalhadores/trabalhadoras. O ataque aos direitos acontece na União, estados e municípios. 
 
Em Fortaleza, o prefeito Roberto Cláudio (PDT) continua sem dar o devido valor aos servidores municipais. Este ano, com o velho discurso da crise e de que está pagando em dia, reajustou os salários dos servidores somente em 2,95%. Estudo realizado pelo Sindifort mostra que a Prefeitura não aplica a proposta de reajuste salarial de 9,42% para recompor perdas dos dois anos anteriores por opção política. Não há impedimento legal e nem financeiro. Também não é por razões legais que o prefeito continua bloqueando direitos dos servidores como a licença prêmio,  anuênios e promoções/progressões dos Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS).
 
O prefeito Roberto Cláudio também não aplicou integralmente o Piso Salarial do Magistério, mesmo sendo assegurado por lei com decisão judicial determinando que a Prefeitura pague o Piso. Inconformados com o descaso da Prefeitura, os professores entraram em greve dia 18/04/18, cobrando além do Piso, licença prêmio em pecúnias, aditivos etc. De forma absurda, enquanto um juiz manda pagar o Piso, uma desembargadora decreta ilegalidade na greve dos educadores.
 
Para cumprir a lei e dar o reajuste aos servidores não há recursos. Mas para enterrar R$ 250 milhões no novo aterro da Praia de Iracema e em outras obras no entorno, tem dinheiro e ainda sobra. Assim como para dispor de mais de R$ 180 milhões por ano somente para verba do Gabinete do Prefeito.
 
Para piorar ainda mais a situação, a violência desenfreada que toma conta de Fortaleza atinge várias categorias de servidores municipais durante o exercício profissional. Professores, agentes de combate às endemias, agentes comunitários de saúde, guardas municipais, profissionais da saúde e agentes de trânsito têm sido vítimas de furtos, roubos, agressões e ameaças. Órgãos municipais são incendiados e atacados a tiros. Cobrado pelo Sindifort e por outras entidades, a PMF até o presente momento realizou uma reunião sobre o plano de Segurança Pública, enquanto isso a violência continua. 
 
Persistimos cobrando compromissos da Prefeitura por melhores condições de trabalho, concurso público e o fim do assédio moral e do desrespeito com os servidores. Imediata negociação com os professores em greve e atendimento da pauta de reivindicações dos servidores municipais.
 
Queremos reajuste salarial justo e segurança para viver e trabalhar. Exigimos que o IPM Saúde atenda às necessidades dos servidores e faça aporte financeiro ao Previfor. Basta do desgoverno e da corrupção de Temer e de seu bando. Pelo fim das reformas trabalhista, previdenciária, terceirização e PEC da Morte que congela gastos públicos por 20 anos, além da revogação da Lei Antiterror, usada para perseguir manifestantes. Pelo arquivamento do processo contra os   professores  Arivalto Freitas Alves e José Ronaldo Rogério Alexandre, brutalmente espancados durante a greve dos educadores  estaduais em 2011.
 
Continuaremos firmes na luta em defesa dos nossos direitos, contra a criminalização da esquerda, dos movimentos sociais e de suas lideranças. Pela garantia das liberdades democráticas e o respeito à Constituição Federal. Queremos punição para todos os corruptos, para os assassinos de Marielle e Anderson e de tantas outras lideranças.
 
Está na hora dos trabalhadores, da juventude, das mulheres, dos excluídos e explorados darem um basta nestes governos e neste sistema de fome, miséria, opressão e exploração. Não basta se indignar, é preciso lutar! #LulaLivre #ForaTemer
 
Nota publicada no jornal Diário do Nordeste, edição de 1º de maio de 2018, (1º caderno, página 11)
 
 
 

Reunião com prefeito Roberto Cláudio deixa claro que só com mobilização haverá atendimento da pauta emergencial

Dia 09/04/18, houve reunião da Mesa Central de Negociação. Participaram da reunião o prefeito Roberto Cláudio e seu secretariado. Representando o Sindifort - filiado à Frente Sindical, estiveram presentes a presidente do Sindicato, Nascelia Silva, e o diretor de Mobilização, Anderson Ribeiro, como também dirigentes das entidades sindicais dos servidores municipais de Fortaleza. Estiveram presentes da Mesa Central de Negociação: Marcelo Pinheiro (Secretário Chefe de Gabinete), Jurandir Gurgel (secretário de Finanças), Dalila Saldanha de Freitas (secretária de Educação), Philipe Nottingham (secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão) e Dr. Eudoro Santana (Instituto de Planejamento de Fortaleza).

A presidente do Sindifort iniciou sua fala cobrando o compromisso do prefeito Roberto Cláudio de ter assegurado que durante seu mandato iria repor a inflação do período e a não apenas a revisão do índice de reajuste salarial de 2,95% de 2017. Nascelia afirmou que “a Prefeitura tem condições financeiras e legais para garantir os 9,42% de reajuste salarial”, pois no momento, as despesas com o pessoal não ultrapassa 47% da receita corrente líquida. Que caso a PMF não pudesse conceder 6,29%, referente ao ano 2016 não concedido em 2017, que o percentual fosse cedido de forma parcelada. Acrescentou que os anuênios não estão sendo pagos, licenças prêmio suspensas, aporte financeiro para o IPM, enfim, a pauta de reivindicações não houve avanços.

O prefeito manteve a posição já externada pelos secretários integrantes da Mesa Central de Negociação de que a revisão do reajuste é impossível devido ao momento atual e a crise. O diretor de Mobilização do Sindifort, Anderson Ribeiro, além da questão do reajuste, também cobrou do prefeito que a gratificação de Produtividade de Campo (GPC) fosse extensiva a todos os agentes de combate a endemias e agentes comunitários de saúde independente de trabalharem interna ou externamente, sobretudo às pessoas com deficiência e aos readaptados. Anderson fez questão que a posição do Sindifort sobre a GPC para todos os ACS e ACE, constasse na ata da reunião.

Outro ponto de destaque abordado foi a questão da segurança para servidores e os ataques recentes sofridos por órgãos municipais e ameaças aos trabalhadores durante o expediente. Sobre este ponto ficou agendada reunião na Sepog na próxima semana para tratar especificamente da questão da segurança. Também em breve ocorrerá reunião específica sobre o Plano de Segurança Pública municipal.

Por fim, a Prefeitura anunciou um aumento de 10% no valor do auxílio refeição, de R$ 10 para R$ 11. Está claro que sem mobilização e pressão sobre a Prefeitura não haverá na questão do reajuste salarial e nos pontos emergenciais, que são:

- Imediato destravamento das matrizes salariais dos PCCS - PMF pediu para esperar 2019;
- Desbloqueio imediato para gozo da licença prêmio - PMF vai instalar comissão para análise do 2º semestre de 2018;
- Aumento no valor do auxílio-refeição - de R$ 10 para R$ 11 - a partir de abril/2018;
- Cumprimento do piso salarial dos professores - PMF marca reunião com Sindiute para discussão;
- Atualização do pagamento dos anuênios - PMF não tem acordo em cumprir as decisões judiciais;
- Casa própria - PMF confirmou que já iniciou o 2º projeto. Que irá enviar à CMF projeto de lei para instituir o Projeto Casa Própria do servidor municipal.

Por isso é importante a participação de todos nas assembleias específicas que estão acontecendo nesta semana e no ato e assembleia geral unificada dia 18 de abril/18 a partir das 8h no Gabinete do Prefeito. Não basta se indignar, é preciso lutar!

Marielle Franco presente, hoje e sempre!

O Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza (Sindifort) e a Intersindical - Central da Classe Trabalhadora, lamentam profundamente e com grande indignação o assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol-RJ), 38 anos, no Rio de Janeiro, na noite dessa quarta-feira, 14/03/18.

Quinta vereadora mais votada nas eleições de 2016, ativista do movimento negro, ligada à luta dos direitos humanos e reconhecida por denunciar a violência policial na cidade do Rio de Janeiro, Marielle foi assassinada a tiros após sair de um evento chamado “Jovens Negras Movendo as Estruturas”. Anderson Pedro Gomes, motorista que estava com ela no carro, também foi morto.

O Sindifort e a Intersindical também deploram e se indignam com a violência em nosso estado, que tomou proporções alarmantes. Somente este ano mais de mil pessoas já foram assassinadas no Ceará, dentre elas mais de cem mulheres. Enquanto a população é morta, o governador do estado, para garantir a sua segurança e de seus secretários, aluga carros com super blindagem.

Servidores(as) municipais são vítimas de violência e ameaças em seu horário de trabalho e pouco ou nada se faz quanto a isso.Ontem, 14/03, professores e servidores municipais de São Paulo foram brutalmente espancados pela Guarda Municipal e PM enquanto protestavam pelo direíto à aposentadoria. Violência do Estado!

Não aceitamos continuar assim!

Hoje, quinta-feira, 15, o Sindifort e a Intersindical se somam a várias outras entidades e movimentos em um ato contra a violência, que acontece às 17 horas, na Praça da Gentilândia, lugar de mais uma chacina em Fortaleza.

Em outras cidades também haverá protesto contra o assassinato da vereadora, como Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Natal, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória. O Sindifort e a Intersindical não aceitam a violência que afeta o Rio de Janeiro, destrói famílias no Ceará e se propaga pelo Brasil. Chega de violência! Chega de intervenção militar e impunidade! Queremos paz para viver e trabalhar! Fora Temer!

Marielle Franco presente, hoje e sempre! Não nos calaremos!

Sindifort realiza atos e cobra do prefeito segurança para servidores no horário de trabalho

O Sindifort vem denunciando constantemente a situação de violência contra servidores municipais durante o horário de trabalho. Exemplo disso foi a tentativa de homicídio que ocorreu contra um guarda municipal alvo de disparo de arma de fogo quando entrava em serviço na avenida Perimetral no dia 23/03. O mesmo encontra-se gravemente lecionado e em tratamento.

Após ataques de criminosos contra prédios públicos, novamente servidores da área de Saúde foram alvos de ameaças no fim do mês de março. Conforme denúncias, servidores do Hospital Distrital Gonzaga Mota de Messejana (Gonzaguinha) foram ameaçados na noite de 29/03 e madrugada do dia 30/03 por supostos membros de uma facção criminosa. A denúncia foi feita por servidores e reforçada por integrantes da Cooperativa dos Ginecologistas e Obstetras do Ceará (Coopego) e da Sociedade Cearense de Ginecologia e Obstetrícia (Socego). Mesmo com guardas municipais executando suas atribuições no período noturno e empresa terceirizada trabalhando no período diurno, a insegurança permanece.

Servidores também denunciam que a UAPS Paulo Marcelo, no Centro da cidade, foi alvo de violência no dia 29 de março de 2018. Antes disso, houve ataque à SER IV, quando o prédio foi destruído, e à sede da Etufor, com disparos feitos na fachada. Além disso, equipamentos que garantem o funcionamento das câmeras de vigilância na Torre de Segurança da Guarda Municipal no bairro Jangurussu foram metralhados e parte das câmeras foram roubadas. Também na madrugada de 27/03, criminosos tentaram atear fogo no pátio de veículos apreendidos da AMC, arremessando bombas incendiárias.

É impossível continuar desta forma. Antes dos atuais ataques, o Sindifort já havia denunciado a violência contra servidores municipais durante o expediente de trabalho.

Ano passado, o Sindifort realizou protestos abordando o tema e fez representação ao Ministério Público Estadual (MPCE) sobre a violência em várias escolas. Anexo à representação foi entregue relatório demonstrando vários casos. Além dos professores, agentes de saúde e de combate às endemias, guardas municipais, agentes de trânsito e outras categorias têm sofrido agressões, roubos, furtos e ameaças durante o horário de trabalho.

Este ano, uma das reivindicações da campanha salarial 2018 é cobrar que a Prefeitura adote medidas que possam garantir a segurança aos servidores no exercício do seu trabalho. Estamos com reunião marcada com a secretaria de Saúde (dia 10/04) e com o prefeito (dia 09/04) para tratarmos sobre o tema. Um dos pontos da pauta a ser discutido com a SMS é o fechamento dos postos de saúde às 17h, enquanto perdurar esta situação de violência e insegurança.

O Sindifort cobra de imediato ao prefeito Roberto Cláudio (PDT) e de seu secretariado providências urgentes e claras para garantir a segurança dos servidores municipais, sobretudo em seu horário de trabalho e à população em geral.

Após termos realizado um primeiro ato na SESEC no dia 28/03/18, Convocamos os servidores municipais a participarem de atos contra a violência e pela vida:
- Dia 03/04/18, às 7h , na sede do IPM;
- Dia 04/04/18, às 7h, e no Gonzaguinha de Messejana.

Exigimos segurança para para viver e trabalhar!

Marielle Franco presente, hoje e sempre!

O Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza (Sindifort) e a Intersindical - Central da Classe Trabalhadora, lamentam profundamente e com grande indignação o assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol-RJ), 38 anos, no Rio de Janeiro, na noite dessa quarta-feira, 14/03/18.

Quinta vereadora mais votada nas eleições de 2016, ativista do movimento negro, ligada à luta dos direitos humanos e reconhecida por denunciar a violência policial na cidade do Rio de Janeiro, Marielle foi assassinada a tiros após sair de um evento chamado “Jovens Negras Movendo as Estruturas”. Anderson Pedro Gomes, motorista que estava com ela no carro, também foi morto.

O Sindifort e a Intersindical também deploram e se indignam com a violência em nosso estado, que tomou proporções alarmantes. Somente este ano mais de mil pessoas já foram assassinadas no Ceará, dentre elas mais de cem mulheres. Enquanto a população é morta, o governador do estado, para garantir a sua segurança e de seus secretários, aluga carros com super blindagem.

Servidores(as) municipais são vítimas de violência e ameaças em seu horário de trabalho e pouco ou nada se faz quanto a isso.

Não aceitamos continuar assim!

Hoje, quinta-feira, 15, o Sindifort e a Intersindical se somam a várias outras entidades e movimentos em um ato contra a violência, que acontece às 17 horas, na Praça da Gentilândia, lugar de mais uma chacina em Fortaleza.

Em outras cidades também haverá protesto contra o assassinato da vereadora, como Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Natal, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória. O Sindifort e a Intersindical não aceitam a violência que afeta o Rio de Janeiro, destrói famílias no Ceará e se propaga pelo Brasil. Chega de violência! Chega de intervenção militar e impunidade! Queremos paz para viver e trabalhar! Fora Temer!

Marielle Franco presente, hoje e sempre! Não nos calaremos!

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Bem-Vindo!


Agenda da Luta

Assembleia Geral Extraordinária

06/04/2018
8h30min - sede do Sindifort (rua 24 de maio, 1188, Centro)

Assembleias específicas

09/04/2018

6h30min - GMF - sede da Guarda Municipal
13h - IPM - Auditório do Sindifort

10/04/2018

6h30min - IPEM - Sede do IPEM
7h - Urbfor / SCSP - sede da Urbfor
12h - AMC -  sede da AMC
14h – ACE/ACS - Auditório do Sindifort

11/04/2018

8h30min - Regionais I a VI e Centro, SEPOG, PGM, SEMAN, SEFIN, AGEFIS, IMPARH, FUNCI e Secultfor - Auditório do Sindifort
14h - Hospitais, Frotinhas, Gonzaguinas, IJF e Postos de Saúde - Auditório do Sindifort

Obs: Os horários são sempre em segunda convocação

Assembleia geral e ato

18/04/2018
8h - Paço Municipal

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